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Nativo da América do Sul, o Tucunaré é encontrado na Amazônia, atingindo na sua maioria 10 quilos, mas já há registros de exemplares capturados com até 12 quilos e um metro de comprimento.
Tucunaré, do Tupi "tucun" e "aré", ou seja, "amigo da árvore"

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Perciformes
Família: Cichlidae
Género: Cichla

Peixes de escamas, com corpo alongado e um pouco comprimido. Tem como característica da espécie o ocelo redondo na cauda, que parece um olho, e tem como objetivo confundir presas e predadores. Amarelado, esverdeado, avermelhado, azulado, quase preto; e a forma e número de manchas. Podem ser grandes, pretas e verticais ou pintas brancas distribuídas regularmente pelo corpo e nadadeiras. Variam entre suas espécies.

Um peixe sedentário, que habita remansos de rios, lagoas e estuários. Prefere águas paradas e tranquilas, habitando locais com vegetação abundante, galhadas submersas e estruturas onde possa se proteger e se alimentar. Falando em alimentação, esta é basicamente constituída de pequenos peixes e alguns crustáceos, aranhas que caiam na água e, eventualmente, se alimenta de sapos, rãs e pequenas cobras que cruzem o seu caminho.

O tucunaré se alimenta exclusivamente de dia, ficando inativo no período noturno quando passa só a defender o ninho, os ovos e seus filhotes. Seu melhor horário para a captura é na parte da manhã e no final da tarde; no restante do período diurno ele fica mais seletivo, o que obriga o pescador a usar uma técnica apurada no trabalho das iscas artificiais e também selecionando melhor as iscas e cores a serem utilizadas.

É um dos poucos peixes que persegue a presa até obter sucesso, isso o torna consideravelmente o símbolo da pesca esportiva e um dos peixes que atraem mais pescadores às regiões amazônicas, Serra da Mesa em Goiás, as cidades que margeiam o rio Paraná, que faz divisa entre São Paulo e Mato Grosso, represa de Furnas - MG e as represas do estado de São Paulo, entre elas A represa da Cachoeira da Fumaça - Município de Miracatu, Represa de Paraibuna - Município de Paraibuna, Represa de Nazaré Paulista, Município de Nazaré Paulista, Represa de Igaratá, Que abrenge os Municípios de Santa Isabel, Igaratá e outros municípios, e demais represas espalhadas pelo Terreitório Brasileiro.

Em muitos lugares, como no sudeste, o tucunaré foi introduzido para controlar a proliferação de piranhas, isso aconteceu no próprio rio Paraná que teve uma boa parte sua represada para a construção da Usina Hidrelétrica de Porto Primavera, que recebeu o nome de represa Sergio Motta, sendo o maior lago artificial do mundo. Também foi introduzido no pantanal.

De carne saborosa é também muito apreciado como sashimi, acompanhado com limão, cebola e tomate, além de ser preparado assado no buraco em barranco na beira de rio. Os ribeirinhos amazônicos já não são tão fãs de sua carne, preferindo o pacu pescado na própria região.

Sua reprodução é ovípara, a fêmea escolhe um local rochoso, ou de galhos submersos, deposita seus ovos e depois o macho passando por cima dos ovos libera os espermatozóides para a fecundação. O tucunaré é um peixe territorialista por natureza, sendo característico dos ciclideos, e em épocas de acasalamento ficam mais ariscos, defendendo o ninho praticamente por todo tempo até os filhotes completarem 2 meses, + ou – 6cm. Até essa idade os filhotes ainda não apresentam o ocelo e nem as listras verticais que irão surgir depois de desgarrarem dos pais; a única identificação e uma faixa preta longitudinal. O tucunaré pratica o canibalismo por não reconhecer os peixes que não tem o ocelo (sendo de uma outra ninhada). Depois de aparentes na cauda, o tucunaré já não ataca mais os filhotes.
Após desgarrarem, os filhotes procuram abrigo em meio à vegetação densa, e os cardumes andam às centenas. Após seu crescimento os cardumes se reduzem a uma ou duas dúzias, e já em fase de acasalamento, andam sozinhos ou em casais, se estabelecendo em um ponto. O tucunaré macho pode ser facilmente reconhecido por desenvolver um calombo na cabeça (corcova), que nada mais é que acumulo de gordura, na época de reprodução e de defender a ninhada, dificílmente o macho se alimenta, passando apenas a defender o ninho, e dessa gorducha que o mesmo retira energia.

. São encontradas na Amazônia pelo menos 15 espécies de tucunarés, sendo que nem meia dúzia das espécies foram descritas e catalogadas. Vou falar um pouco das mais comuns encontrados na nossa fauna:

• Cichla temensis - Paca ou Açu - Para nós pescadores peixes diferentes, para os biólogos o mesmo peixe - tendo apenas a coloração diferente, que não é o principal ponto para definir uma nova espécie. Hoje em dia, com a evolução em todos os setores científicos, chegam a testar o DNA para saber se são da mesma espécie ou não, sendo fato mais relevante um conjunto de pintas e manchas que saem por detrás dos olhos dos tucunarés, por padrão de cores, tipo de escama e o tamanho dos exemplares.

1. Tucunaré Paca: é geralmente o mais escuro dos tucunarés. Esta subespécie possui três barras verticais escuras nas laterais e uma série de pontos brancos ao redor de seu corpo. O recorde mundial de tucunaré (um mostro de aproximadamente treze quilos) pertence à subespécie "paca". Pescadores experientes acreditam que está seja a subespécie de maior força. Os pequenos exemplares são encontrados facilmente em águas mais rápidas, próximo a pedreiras e saídas de igarapés.

2. Tucunaré Açu - em tupi “Grande Tucunaré” possui um dorso esverdeado que vai se tornando dourado em suas laterais. É caracterizado pelas três barras verticais de cada lado e manchas escuras irregulares situadas atrás dos olhos e da bochecha. Olhos de coloração vermelha, Esta subespécie pode chegar a atingir mais que 10 quilos. O Açu geralmente é encontrado protegendo a boca dos grandes lagos, em águas mais calmas, e abrigado em grandes estruturas submersas.

• Cichla monoculus – Tucunaré Amarelo – é encontrado em praticamente todas as bacias e é a espécie que mais tem se adaptado em áreas onde não é natural. Resiste à temperaturas mais baixas, um do motivos de sua fácil adaptação no sudeste. Padrão de cor e manchas dos mais variados, sendo que possui uma característica marcante em todos os exemplares: uma mancha no sentido horizontal que sai detrás das nadadeiras peitorais. Pode atingir 4 quilos, sendo um pouco menor que o azul.

• Cichla orinocensis – Tucunaré Borboleta - é o mais colorido e abundante membro da família dos tucunarés. Ele pode ser distinguido das outras subespécies de tucunaré por apresentar três manchas circulares de cada lado de seu corpo (além do ocelo). Os Borboletas geralmente pesam entre 1Kg e 2Kg, porém há relatos de borboletas com 6Kg capturados na região de Barcelos. Não é raro ver pescadores com 02 borboletas fisgados na mesma isca. O peixe é geralmente encontrado em lagos mais rasos, e principalmente nos drop-offs (degraus).

• Cichla piquiti – Tucunaré Azul – pode chegar a 7 quilos, é mais frequentemente encontrado até 5 quilos e por volta de 80 cm de comprimento. Característica única entre a subespécie é o dorso azulado, corpo acinzentado ou azul/acinzentado, cinco ou seis listras verticais bem definidas e listras bem definidas

Equipamentos:

BORBOLETA, AZUL E AMARELO:

• Vara de 12 a 17 libras, 5 e 6 (1.68m)

• Linhas
Multifilamento 0,25mm
Leader Fluocarbon -0,40 lbs

• Snaps, argolas de 10 lbs

PACA E AÇU
• Varas:
- entre 5.6’ e 6.0’ (pés), 25lb, ação rápida, dê preferência as varas com passadores duplo de titânio ou óxido de alumínio
• Linhas:
- Multi filamento, entre 65lb e 80lb
- Leader fluocarbon – 80 lbs
• Snaps, giradores e argolas:
- 65lb a100lb
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TUCUNARÉ